Para dificultar a abertura desenfreada
de sindicatos no Brasil, o Ministério do Trabalho e Emprego vai aumentar
as exigências impostas para a liberação dos registros sindicais. Está
sendo analisada a possibilidade de se exigir uma cota mínima de
trabalhadores em assembleia para aprovar a criação de uma entidade
sindical, assim como certificação digital de um representante legal e
provas documentais de que os fundadores realmente fazem parte da
categoria que pleiteia uma nova representação.
Essas exigências devem constar em nova
norma em substituição à polêmica Portaria 186, de 2008, cuja legalidade
está sendo discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). O texto deve
ficar pronto ainda este mês. O objetivo do governo é impedir a
pulverização de sindicatos no país, o que leva a uma diminuição do poder
de negociação. Nos últimos cinco anos foram criados 1.378 sindicatos.
Atualmente, existem 14.464 entidades sindicais, sendo 9.957 de
trabalhadores e 4.737 de empregadores. O restante são federações e
confederações.
